


“O homem que pretende ser sempre coerente no seu pensamento e nas suas decisões morais ou é uma múmia ambulante ou, se não conseguiu sufocar toda a sua vitalidade, um monomaníaco fanático.”
(Aldous Huxley)
O homem é, sem sombra de dúvidas, uma das mais perfeitas obras da Criação Divina.
Possuidor do livre-arbítrio tem, nesse atributo divino, a opção de seguir suas ideias e ideais ou dar continuidade aos propósitos de Deus. Diante do pressuposto, entende-se que a sua história de vida seja firmada de acordo com os seus bons pensamentos, palavras e obras.
No entanto, há de se questionar se, de fato, ele consegue viver assim, haja vista estar subjugado a outros padrões sociais, criados pelo próprio homem e vigentes em seu contexto.
Dessa forma, o homem vive à mercê de modelos que o orientam na vida; sejam esses, familiares, religiosos, educacionais, profissionais. Enfim, caminhos corretos a serem trilhados com base na coletividade, experiência e bom senso.
Conseguem esses padrões globalizados mudar sua essência?
Aprendemos desde a mais tenra idade que certos valores nos são importantes e que, a partir deles, lapidamos a nossa “pedra angular”, para ser assentada e aprumada para o resto da nossa vida.
Muitos caminham assim. Entretanto, não é fácil seguir os padrões estipulados e muito menos deles se afastar.
É chegado um momento na vida em que automaticamente paramos para uma reflexão maior. Digo isso porque refletindo sempre estamos.
Nada é tão verdadeiro quanto a nossa existência nesse mundo. Portanto, falar de si, da nossa evolução pessoal, das relações com o próximo, da nossa visão de mundo, tudo isso constitui a nossa verdade, assim sendo, nada mais real – é nosso livre pensar.
Caro leitor, nesse contexto, questiono-me sempre sobre minha participação no processo de escrita quinzenal, onde exponho o meu pensamento e, acredito, levo as pessoas a filosofarem comigo. O feedback nem sempre fica claro; porém, às vezes, a identificação dos quem me leem enche-me de alegria por não me sentir só nesse mar de ideias.
Gosto de me saber uma pessoa centrada nas coisas que fazem o mundo hoje. Todavia, não tão dependente dos resultados imediatistas.
Por não aceitar passivamente as imposições a mim direcionadas, procuro instigar o meu leitor a olhar com carinho o meu pensar, mas, acima de tudo, respeitando e deixando-o livre no seu jeito de ser e sentir. Pois sem a liberdade de pensamento, voltamos à estaca zero: desrespeito, ignorância e mediocridade.
A busca pelo equilíbrio no pensar e agir é uma das razões do bem viver.
Vamos soltar ao vento o nosso pensar, evitando assim o estresse, a ansiedade e a depressão.