


Quão prazeroso é estar de volta ao lar doce lar!
Semana passada, em pleno sábado, resolvi aos poucos voltar à rotina e caminhar pelos caminhos que sempre trilhei e, para minha surpresa, me senti feliz como nunca pensei. Fui o tempo todo comparando com os lugares por onde passei recentemente. Mesmo consciente de que cada espaço do universo guarda sua beleza natural, foi quase que impossível não fazer algumas observações.
A começar pelo sol da manhã, deixando à vista o azul inigualável do quinhão do céu que nos cobre. O ar fresco, renovando com oxigênio puro os meus pulmões, recarregou minhas baterias – não sei se é do seu conhecimento, mas o ar matutino do Conjunto Ulrick Graff é considerado um dos mais puros da nossa cidade; sem contar com o vento a revolver os meus cabelos, assanhando-os por completo.
Na paisagem não havia grandes mudanças. As casas com suas paredes externas limpas, o que reforça o antigo costume de se pintar a casa antes das festas de fim de ano. As árvores podadas, aguardando um bom inverno. Ah! O bicicross – numa das praças aqui do conjunto – teve as suas pistas refeitas e o mato cortado rente. Pelo gradil no seu entorno e o totem de largada, deve estar acontecendo algum torneio.
Tirando isso, nada mais de diferente.
Mas, à medida que avançava cada passo, a sensação de prazer aumentava. Não demorou muito e me deparei com revoadas de canarinhos cruzando os meus passos, como que a me dar boas-vindas. Sem contar com os bem-te-vis, a zoada dos casacas-de-couro. Você sabia que lá pela Europa não há bem-te-vis? Pois é, senti falta deles alertando a minha presença! Mas tenho que entender que eles não são como as aves de arribação que passeiam por alguns continentes. Os bem-te-vis são bairristas! Eles prezam pelo seu chão; ou melhor, pelo seu céu.
Outra coisa que me deixou feliz foi observar as mangueiras carregadinhas nesta época. O perfume que exalam é delicioso! Contudo, prazeroso mesmo, é quando eu acho pelo menos uma manga caída no chão. Acredito que elas só caem quando estão no ponto certo de serem consumidas. O sabor é inigualável. Daí serem as minhas preferidas. Hoje, eu achei uma. Admirado? É que tenho um ex-vizinho que tem o hábito de, logo cedo, fazer a colheita pelas ruas – sim, por aqui são muitos os pés de mangas, acerolas, seriguelas e cajaranas pelas ruas e praças. Hora de voltar.
Continuei os meus exercícios matinais na academia. E não parei por aí. Fomos até Tibau. Na verdade, todos que bem me conhecem, sabem que toda sexta-feira é dia de praia, mas, na sexta, por motivos pessoais, não pude ir; daí já viu, sobrou para o sábado.
Ainda em clima de veraneio, a praia estava lotada, o que difere da minha preferência, porém aproveitei para fazer visitas a velhos conhecidos, o que rendeu um bom bate-papo.
Fechando com perfeição, saboreamos um peixinho fresquinho ao molho de camarão lá na Barraca do Toinho.
Voltar para casa analisando o dia de retorno às atividades cotidianas deixou o coração quentinho.
Até a próxima!